2022-02-01

O advogado de Varsóvia, Tomasz Wilinski, com o apoio da Administração Popular Anti-Crise apresentou uma queixa contra Lukashenka e representantes de várias agências do regime de Belarus à Corte Internacional de Justiça, em Haia.

O pedido contém 160 páginas de fundamentação jurídica e 40.000 páginas de documentos em apêndice. O pedido foi apresentado em nome de um grande número de cidadãos de Belarus, inclusive em nome do chefe da Administração Popular Anti-Crise, Pável Latushka. Em seu comunicado, o escritório de advocacia de Wilinski pede ao promotor da Corte Internacional de Justiça, em Haia, que abra uma investigação. Além de Aliaksandr Lukashenka, o chefe da KGB Ivan Tsertsel, o comandante das tropas internas Mikalai Karpiankou e outros oficiais de segurança foram apontados como suspeitos.

De acordo com Pavel Latushka, “Mesmo antes do veredicto, a Corte Internacional da Justiça, após analisar os materiais apresentados, tem o direito de emitir um mandado de prisão e colocar os representantes do regime na lista de procurados da Interpol”.

No final de dezembro, Tomasz Wilinski apresentou uma queixa semelhante à Procuradoria Nacional da Polônia, sobre a suspeita de cometer genocídio e crimes contra a humanidade por Aliaksandr Lukashenka e seus cúmplices.