2021-09-22
Salão do Congresso dos Estados Unidos.

Na Comissão de Helsinque do Congresso dos Estados Unidos aconteceu uma audiência sobre a questão belarussa, intitulada «Em busca de justiça e liberdade em Belarus».

As forças democráticas de Belarus foram representada pela irmã de Maryia Kalesnikava e representante do Conselho de Coordenação de Presos Políticos, Tatsiana Khomitch, o analista da iSANS Siarhei Kharytonau e pelo representante do gabinete de Tsikhanouskaya para questões jurídicas, Siarhei Zikratski. 

Os palestrantes apresentaram informações sobre a perseguição dos manifestantes pelo regime, a situação dos presos e maus-tratos na prisão, a violação dos direitos de defesa, a perseguição a advogados e o endurecimento da legislação. A comissão recebeu um relatório sobre o uso de «discurso de ódio» pela mídia estatal, apelos a represálias físicas contra os oponentes. Especialistas destacam que, atualmente, a mídia estatal belarussa está divulgando a agenda do Kremlin e promovendo as ideias do chamado «mundo russo». Foram feitas recomendações para que a propaganda do regime não se alastre nas plataformas do Google e do YouTube, e que os canais do regime sejam bloqueados por discurso de ódio e incitação à violência. As audiências também levantaram a questão da crise migratória e o apoio da Rússia a Aliaksandr Lukashenka.

Como disse o ex-secretário de Estado adjunto dos EUA, David Kramer, durante seu discurso, a situação na Bielorrússia é uma espécie de teste para todo o mundo democrático. David Kramer pediu novas sanções contra as «bolsas do regime bielorrusso» no Golfo Pérsico. Segundo ele, os parceiros dos Estados Unidos nesta região devem ser confrontados com uma escolha: ou comércio com os Estados Unidos, ou comércio com o regime de Alexander Lukashenko. A proposta de Kramer está ligada à informação das autoridades estadunidenses de que a família Lukashenka mantém, nos Emirados Árabes Unidos, fortunas obtidas ilegalmente.

Relatórios e argumentos de especialistas podem se tornar uma base adicional para novas decisões de sanções dos EUA.