2021-07-27
Ryhor Kastussiou.

Presidente do Partido da Frente Popular de Belarus, Ryhor Kastussiou, que está no centro de prisão preventiva da KGB, precisa de hospitalização de urgência. No sábado, 24 de julho, uma ambulância foi chamada para atendê-lo no centro de detenção provisória. E antes disso, Kastussiou foi submetido a exames e a procedimentos médicos em um hospital da prisão. Ele chegou lá em caráter de emergência, com falta de ar, inchaço dos membros, problemas cardíacos, pressão arterial e desorientação. Sua condição estava associada a um calor insuportável, umidade e ventilação insuficiente no centro de detenção provisória.

Parentes do político solicitaram repetidamente a mudança da medida de contenção para prisão domiciliar e hospitalização.

Ryhor Kastussiou foi detido em abril deste ano em conexão com uma conspiração para tomar o poder do Estado (parte 1 do artigo 357 do Código Penal).

A prisioneira política e ativista da associação de direitos humanos Viasná, Marfa Rabkova, perdeu os sentidos quando foi levada ao passeio no pátio da prisão. Sua pressão arterial era de 80/60 mm Hg. Ela agora está em repouso absoluto em sua cela e apresenta forte fraqueza.

Viasná também informa que há dois meses Marfa Rabkova precisa de um dentista. Marfa apresentou uma solicitação de atendimento, mas o Comitê de Investigação (o órgão competente) recusou o seu pedido.

O Chefe do departamento de publicidade e marketing da redação do Nasha Niva, o prisioneiro político, Andrei Skurko, foi levado para a unidade médica da prisão na Rua Valadarski, em Minsk, com “alterações estruturais nos pulmões”. Ele é suspeito de ter COVID-19. A cela em que Andrei estava foi colocada em quarentena.

Segundo o jornalista Aleh Hruzdzilôvitch, que estava na mesma cela com ele, Andrei começou a tossir no dia 18 de julho, teve febre e recebeu paracetamol.

Skurko sofre de diabetes insulino-dependente. Ele passou 13 dias no centro de detenção na rua Akrestsin sem colchão, cama, com as luzes acesas o tempo todo e sem dieta adequada. Covid é mortal para diabéticos.

Entretanto, mais 6 pessoas em Belarus foram reconhecidas como presas políticas. Agora, existem 586 presos políticos em Belarus.