2022-05-06
Sofya Sapega, no seu julgamento

O tribunal belarusso condenou a cidadã russa Sofia Sapega a seis anos de prisão. Ela foi detida junto com o jornalista Raman Pratassévitch em maio de 2021, depois do pouso forçado do avião Ryanair em Minsk. Um grande número de países, incluindo Estados da UE, impôs sanções rigorosas a Belarus por causa do incidente, o que foi descrito como uma “violação deliberada de todos os regulamentos da aviação internacional”.

Depois de sua detenção, a estudante de 24 anos concordou em cooperar com a investigação e também escreveu uma petição de clemência ao ditador Aliaksandr Lukashenka. Em 25 de maio de 2021, os canais estatais de propaganda transmitiram um vídeo no qual Sapega confirma que ela era a editora do canal de Telegram “Livro Preto de Belarus”, que publicava os dados pessoais de funcionários do regime. Não há outras evidências de seu envolvimento no projeto. Esses vídeos de “confissão” são uma tática comum dos órgãos do regime belarusso. Por pressão e violência física, as pessoas presas são obrigadas a dar o testemunho necessário.

O caso de Sapega foi ouvido às portas fechadas. Entre as acusações contra ela estão o incitamento ao ódio social, ameaças de violência contra policiais e obstrução à atividade profissional legítima de um jornalista. A jovem estava sob prisão domiciliar na cidade de Lida desde junho passado, e agora cumprirá sua sentença em uma colônia prisional geral. Depois que a sentença foi proferida, a cidadã russa foi levada sob custódia na sala do tribunal e enviada ao centro de detenção.

Além disso, Sapega é obrigada a pagar uma indenização às “vítimas” e as custas judiciais, num total de 50 mil dólares. De acordo com a fonte do Serviço russo da BBC, se Lukashenka não perdoar Sapega, ela pedirá para mandá-la à Rússia para cumprir sua sentença.

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