2021-07-13
Ação em Minsk em apoio a jornalistas, 2020.

Em Brest, as buscas foram realizadas nas casas das funcionárias da revista local “Binokl”: as forças de segurança chegaram às casas da editora da revista Darya Harashthcanka, da fotógrafa Volha Latyshava e da editora Ksêniya Piatrôvitch.

Em Mahiliou, a polícia chegou à redação do site “Mahiliôuski Rehiyon” (“Região de Mahiliou”), foram feitas buscas. As forças de segurança levaram computadores e outros equipamentos. Policiais chegaram à editora do portal 6tv.by, de Mahiliou, e apreenderam o equipamento. Ales Asiptsou, correspondente freelancer da agência de notícias BelaPAN, em Mahiliou, recebeu um protocolo policial “por fabricação ilegal de produção de mídia”.

E em Homel, a busca foi realizada na casa de Hanna Streltchanka, contadora do portal “Silnyie Novosti”.

A edição do “Nasha Niva” vai cessar operações em Belarus por motivos de segurança. Quatro funcionários da redação, incluindo o editor-chefe Yahor Martsinôvitch, foram detidos em 8 de julho de 2021 por suspeita de organização de ações que violam a ordem pública. Yahor Martsinôvitch foi espancado durante a prisão. O site do Nasha Niva foi bloqueado pelas autoridades.

29 representantes da mídia permanecem presos em Belarus. Duas jornalistas foram condenadas e cumprem pena em uma colônia. No total, desde o início do ano, foram registradas 87 prisões de jornalistas e 107 buscas, seis registros de violência contra jornalistas e agressões contra eles no exercício de suas funções profissionais. Os jornalistas cumpriram 21 prisões administrativas e 38 multas no valor total de 18 mil USD [cerca de 95 mil reais]. Quase todos os jornalistas detidos foram reconhecidos por ativistas dos direitos humanos como presos políticos.