2021-12-14
Siarhei Tsikhanouski, imagem de acervo.

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O blogueiro belarusso e candidato a presidenciável, Siarhei Tsikhanouski, foi sentenciado a 18 anos de prisão. Seus associados, Artsiom Sákau e Dzmítry Papou, foram condenados a 16 anos; os jornalistas Íhar Lóssik e Uladzímir Tsyhanóvitch, a 15 anos; e o político Mikalai Statkévitch foi condenado a 14 anos, em uma colônia de regime especial.

As acusações incluíam “organização de motins associados à resistência armada”, “incitação de ódio social”, “obstrução do trabalho da Comissão Eleitoral Central”. As sessões do tribunal foram realizadas a portas fechadas e os advogados dos réus foram obrigados a assinar um acordo de sigilo. Assim, todos os detalhes do processo permaneceram ocultos do público. A crueldade das sentenças aos presos políticos não tem precedentes, mesmo comparando com casos de grande visibilidade, como os de Viktar Babaryka e Maryia Kalésnikava.

“O ditador se vinga publicamente de seus adversários mais poderosos. Ao esconder presos políticos em julgamentos fechados, ele espera continuar a repressão em silêncio, mas o mundo inteiro está assistindo. Nós não vamos parar”, – afirmou a líder da oposição e esposa de Siarhei Tsikhanouski, Sviatlana Tsikhanouskaya.

Os políticos da UE e dos EUA, incluindo Anthony Blinken, Annalena Berbock e Mateusz Morawiecki, condenaram veementemente as enormes sentenças de prisão e apelaram à libertação imediata e incondicional de mais de 900 prisioneiros políticos. A vice-presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, escreveu: “A Europa não se afasta. O mundo não fecha os olhos para o que está acontecendo. Lukashenka será responsabilizado. Belarus será livre”.